António Carmo - O mar salgado

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Biografia em baixo

António Carmo - Sem título

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Biografia em baixo

António Carmo

António Carmo nasceu em 1949 no Bairro da Madragoa em Lisboa, filho de gente ligada ao mar, mas foi criado pela madrinha de baptismo, tendo vivido sempre na capital.

Dada a sua apetência para o desenho e a conselho do seu professor, na adolescência, ingressa na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde cursou Pintura Decorativa. Ainda como estudante começa a frequentar as tertúlias de Lisboa, nomeadamente na Brasileira do Chiado, Café Tarantela, Café Vává, Leitaria Garrett, etc.

Na Brasileira, conheceu e conviveu com algumas das figuras conhecidas da cultura nacional, tais como Almada Negreiros, Abel Manta, Jorge Barradas e João Hogan que, em 1970 apadrinhou a sua exposição na Galeria Diário de Notícias, e outros que ainda hoje fazem parte do seu convívio diário, entre estes, Virgílio Domingues, Alberto Gordillo e Luís Lobato.

Dada a diversidade de interesses culturais que sempre manifestou, teve o privilégio de conviver com grandes vultos do mundo das artes, nomeadamente do bailado, cinema e literatura.

Amigo pessoal de alguns dos nossos cantores e compositores, tais como Adriano Correia de Oliveira (que homenageou com um painel de azulejos em Avintes), Carlos do Carmo (executou a capa do LP O HOMEM NO PAÍS), Paulo de Carvalho, etc.

Em 1968 faz a sua primeira exposição individual, na Galeria Nacional de Arte em Lisboa. Nesse mesmo ano, ingressa no Grupo de Bailados Portugueses Verde Gaio, aí permanecendo por dezoito anos e onde conheceu alguns grandes nomes do bailado internacional. Nesse período, para além de participar como bailarino, fez ainda os figurinos e cenários para alguns bailados do Grupo.

Em 1970 é mobilizado para a Guiné (Guerra Colonial) e durante os 2 anos em que ali permanece, organiza algumas exposições e executa alguns murais; colabora no jornal A Voz da Guiné e faz uma pesquisa sobre a Arte Nalu.

Regressa a Lisboa em 1972 e no ano seguinte promove na Galeria Opinião, uma exposição de reflexão e denúncia dessa mesma Guerra Colonial.

Depois de 25 de Abril de 1974, executa grandes murais nas Festas do Avante em conjunto com outros nomes da pintura, tais como: Rogério Ribeiro, Cipriano Dourado, Querubim Lapa, Jorge Vieira e Rogério do Amaral.

A partir de então inicia uma carreira internacional sendo a sua primeira exposição na Galeria Solidair em Roterdão/Holanda, vindo a fixar-se temporariamente em Bruxelas onde há cerca de 22 anos mantém uma permanência constante nalgumas galerias, tais como: Galerie L’Oeil, Racines e, mais recentemente a Galerie Albert I.

Em Bruxelas, executa ainda dois murais de grandes dimensões para a ABEP (Associação de Portugueses Emigrados na Bélgica) que foram, recentemente, doados à Câmara de S. Gilles/Bruxelas.

Dentro do espírito de divulgação cultural que está sempre presente na sua postura social, ilustrou durante alguns anos o “Suplemento Cultural” do matutino O Diário bem como outros jornais. Formou ainda o Grupo Paralelo, na Primavera de 1974, juntamente com alguns pintores e escultores: Adão Rodrigues, Alberto Gordillo, Álvaro Perdigão, António Trindade, Cipriano Dourado, Estevão Soares, Guilherme Casquilho, Teixeira Lopes, Ribeiro Farinha, Rogério Amaral e Virgílio Domingues. A ele aderiram posteriormente vários outros artistas plásticos, entre os quais Boavida Amaro, João Duarte, João Hogan, Jorge Vieira, José António Flores, Lurdes Freitas, Maurício Penha, Noémia Cruz e Querubim Lapa.

Nascido numa época ímpar da nossa História, o Paralelo foi também produto do sonho partilhado por quase todos os Portugueses de então, de construir um Portugal melhor, onde até a Cultura e a Arte tivessem a sua oportunidade. Os seus fundadores propunham-se sobretudo promover a divulgação das corrente estéticas das artes plásticas portuguesas, mirando o território virgem que a província representava e, se possível, projectando o voo além fronteiras. O veículo de propaganda eram, naturalmente, as exposições.

Pode dizer-se que ainda hoje, passados 34 anos, o Grupo Paralelo mantém o mesmo espírito e actividade que norteou a sua criação – a divulgação de várias tendências estéticas.

Do seu curriculum fazem parte inúmeras exposições tanto nacionais como estrangeiras.

 

Representações Nacionais:

Museu Tavares Proença Júnior em Castelo Branco,

Museu Armindo Teixeira Lopes em Mirandela, 

Museu Martins Correia na Golegã, 

Museu Grão Vasco em Viseu,

Museu Diogo Gonçalves em Portimão,

Museu Municipal de Estremoz, 

Museu Convento de Jesus em Setúbal, 

Museu Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, 

Museu do Desporto em Lisboa, 

Museu Dr. Santos Rocha na Figueira da Foz, 

Colecção da Câmara Municipal da Amadora,

Colecção de Banco de Portugal, 

Colecção de Instituto Cultural de Macau, 

Colecção de Montepio Geral,

Colecção de Câmara Municipal de Lisboa, 

Colecção de Câmara Municipal de Beja,

Colecção de Câmara Municipal de Palmela, 

Colecção de Câmara Municipal de Seixal

Colecção de Câmara Municipal de Castro Verde

Colecção do Banco Internacional do Funchal

Colecção da Câmara Municipal de Peniche

Colecção do Palácio da Justiça no Barreiro

Representações internacionais:

Museus Montecatini em Itália, S. Antonio de Los Bãnos em Cuba, Palácio da Cultura na Bulgária, Angola, Pantwowe na Polónia, Colecção privada de Bodo Hüsing-Hoge na Suiça e Instituto Camões no Luxemburgo. Paineis de grandes dimensões na APEB em Bruxelas.

Artista Exclusivo:

Japan Arts Bank / Tokyo para o Japão e Galerie Albert I / Bruxelas para a Bélgica. Quadros em permanência nas Galerias Albert I em Bruxelas.